20120224

Quantas horas o bebê deve dormir?

É comum nos questionarmos se nosso filho está dormindo o suficiente afinal eles ficam difíceis quando estão cansados. Sempre digo que não existe criança chata, existe criança cansada!

A tabela abaixo foi recomendada no site do famoso Dr Richard Ferber e pode ser visualizada no site do Hospital Das Crianças de Boston. Ela serve como um guia para aos pais, mas particularmente não acredito que todas as crianças precisem dormir a mesma quantidade de horas. Estou divulgando porque muita gente tem pedido.

No entanto vou enfatizar que se seu filho/filha está feliz, bem humorado e vocês, pais, estão satisfeitos com o sono do seu bebê, não mude. Mudar uma rotina já estabelecida pode criar um novo problema. Além disso tenho percebido que as crianças no Brasil vão pra cama mais tarde do que as australianas, americanas e neozelandesas. Minha filha com 3, por exemplo, vai dormir (na maioria das vezes) as 19h. Ela em geral dorme até as 6h30 7h do outro dia, mas ela raramente dorme a tarde, quando dorme, só vai pra cama as 20h. Mas tem amiguinhos dela que dormem a tarde e vão pra cama todos os dias as 19h30.  Já minhas sobrinhas, da mesma idade, no Brasil dormem a tarde e vão pra cama as 9h.

Idade                          Total de Horas de sono           Total Noite        Total Tarde
recém-nascido                          16h                              varia                   varia
  3 meses                                  13h                               8- 1/2                 4-1/2
  6 meses                                  12-1/2h                         9-1/4                  3-1/4
  1 ano                                      11-3/4h                         9-3/4                  2
  2 anos                                    11-1/2h                         9-3/4                   1-1/2
  3 anos                                    11-1/4 h                      10-1/4                   1
  6 anos                                    10-1/2h                       10-1/2                   0
10 anos                                    10 h                            10                         0


Para os bebês pequenos com menos de 6 meses não deixe de ver:
Quando meu bebe vai dormir a noite toda?
Sinais de cansaço
Como fazer o bebê dormir a noite toda
Como fazer o bebê dormir a noite toda parte II
Sabia que o bebê chora de sono?
A importância do papai

Não deixe de ver tb:




Tabela Original:
AGETOTAL HOURS
OF SLEEP (TYPICAL)
NIGHTTIME SLEEPDAYTIME SLEEP
Full-term newborn16VariedVaried
3 months138-1/24-1/2
6 months12-1/29-1/43-1/4
1 year11-3/49-3/42
2 years11-1/29-3/41-1/2
3 years11-1/410-1/41
6 years10-1/210-1/20
10 years10100
http://www.childrenshospital.org/az/Site989/mainpageS989P0.html

20120223

Sobre fazer o certo



Quando nos tornamos mães conhecemos o amor sublime, a mais pura forma de amar. Nos doamos por inteiro, sem esperar nada em troca. Isso, certamente, nos torna um ser pessoa melhor, compreendemos melhor nossos pais, sogros e passamos a respeitar as divergências de opinião. Sentimos profundamente quando ouvimos a notícia de que um amigo querido ou até mesmo um estranho perdeu um filho. Passamos a ter mais compaixão pelas outras pessoas, até mesmo pelo "moço mal" como diz minha filha, pois um dia, este também foi um bebê amado por uma mãe.

No entanto continuamos a ser esposas, donas de casa, amigas, filhas e profissionais. Quase não sobra tempo para sermos nos mesmas e passamos grande parte do tempo achando que não fazemos nada 100%. Sentimos culpa. Pelo menos eu sinto!

A culpa me persegue, já escrevi anteriormente a respeito. Comecei a sofrer de "culpismo" assim que fiquei grávida. Me questionava por todas as coisas que tinha feito enquanto não sabia que estava grávida e era perseguida com questões como “Será que ter viajado de avião fez mal ao bebê”?  "O banho de hidromassagem na banheira quente, atrapalhou o desenvolvimento  do bebê?” "E o nervoso que passei certo dia?" E assim por diante. Depois que ela nasceu a minha “maternitite” piorou. Quando comecei a ensiná-la a dormir sozinha no berço morria de medo que sentisse abandonada, mas ao mesmo tempo temia que se não ensinasse eu não daria conta de continuar sendo uma mãe dedicada pois estava morrendo de exaustão. 


Futuramente quando precisava ensiná-la novamente a adormecer sozinha e não me sentia forte emocionalmente para vê-la chorar, a trouxemos para nosso quarto e compartilhamos a cama com ela. Dessa vez me senti culpada por não estar ensinando-a a ter independência e a adormecer sozinha. 

Precisaria de centenas de páginas para descrever todos os momentos em que me senti culpada, mas não vale a pena. Sei que a culpa não leva a nada, é perda de tempo. Mas ainda assim, sinto!
Mas aprendi a importância de aprender a nos perdoar, ter por nós mesmas, a mesma compaixão que a maternidade nos trouxe e nos ensinou a ter pelos outros.

Como tenho dito aqui, não acho que nenhuma das técnicas que descrevi seja A Melhor ou a Certa para ensinar o seu bebê a dormir melhor. Elas nos orientam a encontrar um caminho, mas cada família encontra uma variação, cada pai e/ou mãe encontra seu próprio método, cada pai e/ou mãe descobre o que é o melhor para eles e o que funciona para o seu bebê.
Não precisamos ser perfeitas, não há necessidade de fazer tudo com perfeição, só precisamos dedicar 100% do nosso amor a nossa família. Fazendo com amor, o resto, acontece.

Veja também

20120211

Viajando com o bebê parte II

Viajamos no reveillon e agora no final de fevereiro.

No ano novo fomos para Sydney e ficamos hospedados na casa de uma amiga. A Sandra já estava com 13 meses e tendo menos de 11kg pode dormir no bercinho do avião (Air New Zealand), o vôo foi bem tranquilo. Nossa amiga alugou um berço e tentamos organizar os passeios e horários das refeições o mais próximo possível da nossa rotina diária.

Apesar do fuso-horário quando chegamos em casa quase tudo voltou ao normal. Apenas o planejado desmame foi prejudicado. Eu já havia cortado as mamadas para apenas uma por dia no período da manhã e durante a viagem ela pedia para mamar de 3 a 4 vezes por dia.




20120210

O bebê que come bem, dorme melhor.

No ano passado tive pela primeira vez deficiência em ferro. Foi em uma época de muito estresse, má alimentação, muita privação de sono consequentemente muito café (que eu bebo com leite).
Eu estava trabalhando de casa, e como minha filha não estava indo para creche, eu ficava todos os dias trabalhando até a meia noite ou mais tarde. Apesar disso, meu dia começava cedo, como acontece com a maioria das mães.

Comecei a me sentir muito cansada, me sentia sonolenta o dia todo e quando ia pra cama não descansava direito. Pra completar engordei e minhas costas que já eram “bichadas” atrapalhavam ainda mais a hora do descanso.
Fui ao medico e após alguns exames fui diagnosticada com anemia. Tive que mudar tudo, todo meu estilo insalubre de vida e hoje estou bem melhor, bem mais saudável, especialmente porque estou me exercitando.

Contei essa historia porque nessa fase comecei a pesquisar tudo sobre ferro na internet. Então me dei conta que nunca havia escrito aqui no blog sobre algo muito importante, a alimentação do bebê.
Desde que minha filha foi introduzida aos sólidos (as papinhas), comprei uns livros a respeito, fiz um cursinho e fiquei fascinada pelo assunto. No intuito de criar hábitos saudáveis e alimentar minha pequena da melhor maneira possível comecei a pesquisar os nutrientes de cada comidinha que eu incluía no cardápio dela. Acho que farei um post no futuro pra compartilhar algumas das coisas que aprendi, e que, como todos os meus posts, não substitui a visita ao medico ou nutricionista, no caso da alimentação.

De todas as vitaminas, proteínas e minerais encontrados nos alimentos, o ferro cumpre um papel importante na qualidade do sono e pesquisas tem mostrado a deficiência em ferro em crianças tem relação com os distúrbios do sono.

Como já disse anteriormente aqui, sou super favorável a amamentação exclusiva (se possível)  até os seis meses e acho fundamental que as mães amamentem até um ano de idade, mas pesquisas tem mostrado que as crianças que mamam exclusivamente no peito apos o sexto mês tem, estatisticamente, mais deficiência em ferro que aquelas que tomam fórmula. Isso se dá pelo fato de que os leites em pó para bebês vem enriquecidos com ferro.

Isso não significa que as mães precisam trocar o peito pela mamadeira após os sexto mês, mas que é importante estar atenta as necessidades diárias de ferro do bebê. Nesta fase eles precisam comer carne todos os dias de preferência acompanhada de algo que contenha vitamina A como por exemplo cenoura, abóbora ou vitamina C. Um suquinho de laranja espremido na hora após a refeição é uma boa pedida. Maracujá também é riquíssimo em vitamina C. Uma outra dica é cozinhar a carne com extrato de tomate (também rico em vitamina C). Isso favorecerá a melhor absorção do ferro da carne.

Ovo também é bom, mas antes de um ano só se deve dar a gema para minimizar o risco de alergias.

Feijão, espinafre, grão de bico, beterraba também são ricos em ferro, mas a carne tem maior índice.
A vitamina A e C fazem o papel de bonzinhos, mas por outro lado há alimentos que atrapalham ou até mesmo bloqueiam a absorção do ferro, por exemplo o leite e a batata doce. O cálcio do leite de vaca (fórmula incluída) age como vilão bloqueando a absorção, mas rumores de que o leite materno não tem o mesmo efeito, no entanto, não encontrei nenhuma bibliografia a respeito.
Sem que ninguém dá café para bebês, mas a cafeína pode passar pelo leite materno e esta é também outra vilã.

Resumindo aqui, minha dica para as novas mamães é carne para o bebê e para você todos os dias, pelo menos um pouquinho.
Para o bebê pode ser cozida e então batida no liquidificador com cenoura, por exemplo. Carnes magras de preferência. Uma vez que a carne será triturada não há a menor necessidade de comprar filé mignon, pode ser músculo mesmo que é mais magro e muito nutritivo.

Dica1* Bata 500g de carne no liquidificador com 3 cenouras (se achar que pó bebê tem dificuldade para engolir adicione uma batata e água) e congele em bandejinhas de gelo para os pequenininhos e bandejas de empadinha para os maiorzinhos. Assim que endurecer, desenforme e mantenha no freezer em saquinhos de congelar. A cada refeição descongele um ofereça um pouco. Dê preferência antes da papinha preferida e antes da fruta para evitar que o bebê mate a fome e recuse a carne. ;)

Dica2*  A vitamina C do limão e da laranja começa oxidar assim que são cortados portanto guardar o suco por horas perde muito do valor nutritivo.

Receitas de papinha:
http://amigapediatra.blogspot.com.au/

Desculpem as bibliografias em inglês, mas o Google translate está fazendo um ótimo trabalho de tradução para quem se interessar em ler os links.

Bibliografia
http://www.fyiliving.com/health/sleep/infants-children/could-iron-deficiency-be-interrupting-your-childs-sleep/
http://www.cdc.gov/nutrition/everyone/basics/vitamins/iron.html

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Dormir a noite toda
Importância do papai
Sobrecarga

20110316

2 anos e 4 meses - soneca da tarde

O novo desafio é a soneca da tarde.
A Sandra decidiu que não quer mais dormir a tarde. Todos os dias após o almoço continuamos indo para o quarto, leio um livro, ela tem um momento de descanso, mas não dorme.
Já tentei sair para passear de carrinho, de carro, deitar com ela. Não adianta não dá para obrigar alguém a dormir.
O problema é que as 4 da tarde ela já está com muito sono e as 7 é a hora de ir dormir aqui em casa. Então sempre assistimos um filme, lemos um livro, fazemos algo relaxante, mas tento não sair de carrinho pois ela dormiria e acordaria algumas horas depois de mal humor e só voltaria a dormir após as 9h. Muito tarde para criança dormir na minha opinião.

As vezes ela ainda dorme lá pelas duas, mas tenho que acordá-la as 3h para não arruinar o sono da noite. Como eu disse, ela agora não é mais bebê e aquele ditado de bebê quanto mais dorme, mais dorme não funciona mais. Agora quando ela dorme muito a tarde, não quer dormir a noite.

É um desafio a cada dia, não sei exatamente o que fazer. Ao mesmo tempo que espero ansiosamente pela soneca da tarde para ter um descanso também adoro ter a noite livre só para mim e para meu marido. Então quando ela não adormece até as 2h, desisto, dou o jantar mais cedo e as vezes a ponho na cama lá pelas 6h30.

Um amigo me disse que é questão de hábito, os espanhóis fazem a sesta a vida toda. Conheço várias crianças de três anos que ainda dormem a tarde e dormem a noite.

Pelo jeito a minha é que não dorme muito mesmo. Será que faço algo errado ou isso é apenas como ela é? Afinal as pessoas são diferentes.

Veja também
Quantas horas a criança precisa dormir

2 anos e 4 meses - sem a grade do berço

Quando achamos que já sabemos tudo sobre o sono dos nossos bebês, eles mudam os hábitos. Eles crescem muito depressa, acho que nem posso mais chamar minha pequena de bebê, já é uma menininha.

Sentimos uma ótima melhora na qualidade do sono da Sandra quando tiramos a grade do berço. Acho que a sensação de liberdade, a possibilidade de sair do quarto caso acorde ajudou bastante.
Colocamos um colchão ao lado do berço caso ela caisse. Ela caía bastante e acordava chorando. Algumas vezes caía e voltava a domir no chão e muitas vezes preferiu adormecer no colchão do chão.

Coloquei então um travesseiro meio duro enfiado na grade do berço meio que substituindo a grade que foi retirada. Parece ter sido suficiente. Faz já algum tempo que a Sandra não cai da cama.

A hora de por para dormir, principalmente quando ela está muito cansada é uma novela, chora para tomar banho, chora para por pijama, diz que tem medo, quer ir no banheiro, tem sede, tem tudo que possa retardar a hora de dormir. Mas em geral a rotina de dormir tem fluido bem. Quando ela reclama que não quer entrar na banheira eu digo que tudo bem que vai dormir sem banho então. Rapidamente ela resolve tomar banho. Quando reclama que não quer sair daí digo se ela demorar não dará tempo de contar a história de antes de dormir e ela se apressa. E assim vou negociando com ela.

20110211

2 anos e 2 meses e o sono

As coisas não mudaram muito desde a última vez que escrevi. A Sandra ainda não vai na creche e não tem ido mais na babá (in home educator). Tenho uma amiga que fica com ela uma ou duas tardes por semana enquanto eu fico com o filho dela em outro dia. Desse jeito consigo trabalhar um pouco de casa e tenho um tempinho extra pra mim.

Percebo que ela está muito mais interessada em eventos sociais, diria que há uma necessidade de brincar com outras crianças e que o exercício físico a faz dormir muito melhor.
As atividades que participamos estavam de férias durante dezembro e janeiro e fez bastante falta. Tive que reunir amigas para marcar grupos de brincadeiras e levá-la em parques para gastar energia quase que diariamente. Tem funcionado, ela acorda a noite muito raramente.

Não consegui voltar a velha rotina de colocá-la na cama e sair do quarto. Sempre ficamos lá pelo menos quinze minutos todos os dias até que ela adormeça. Quando acorda não a levamos mais pra nossa cama e ela tem voltado a dormir mais rapidamente. Não sei dizer como isso aconteceu, talvez ela esteja ficando mais velha.

Desde que voltamos de férias a Sandra tem ido dormir as 8h e retiramos a lateral do berço. Não estava pensando em colocá-la numa cama ainda, mas descobri que todos os amiguinhos dela de dois anos já dormiam em uma e resolvi experimentar. Ela gostou e parece estar dormindo bem melhor e quando acorda raramente chora, vai até mim.

Quanto a escolinha, pretendo tentar novamente em alguns meses. Enquanto isso ela melhora a comunicação em inglês e estamos a preparando lendo livros sobre escola, falando sobre escola, falando dos amiguinhos que vão na escola e pouco a pouco separando-a de mim. Não sei dizer o porquê da primeira tentativa ter dado errado, talvez ela ainda não etivesse pronta.

Veja também


20100827

Creche e o sono do bebê II


Após 5 meses desisti da creche. Percebi que a Sandra estava ficando cada vez mais tímida, insegura e antisocial. Além de apresentar várias regressões em seu comportamento.

Todos me diziam que era assim mesmo, que a maioria dos bebês chorava no começo, mas que depois se acostumavam e não queriam mais ir embora. Não foi assim com ela.

Para piorar a situação ela dormia pouco, apenas 45 min ou meia hora após o almoço. Em casa ela dorme cerca de 2 horas. Isso arruinou o sono da noite pois supercansada ela começou acordar mil vezes durante a noite e acabou se acostumando a ir para nossa cama.

Ouvi da diretora da creche que esperava que aquela altura ela já deveria estar adaptada e que era muito difícil pra eles, que era muito difícil para as outras crianças e que eles não sabiam mais oquê fazer. Chorei um dia inteiro e tomei minha decisão. Aquele seria seu último dia naquele lugar. Como ela iria se adaptar se eles haviam desistido dela? Como demorei tanto tempo para perceber isso. 5 meses era praticamente um quarto da vida dela.

Enfim, agora parei de trabalhar e iniciei várias atividades sociais com ela. O resultado é inacreditável. Ela está muito mais esperta, corajosa e social. E mais, tem dormido muito melhor. Agora ela dorme cerca de 2 horas após o almoço e de 11 a 12 horas durante a noite. As vezes ainda acorda para ir para nossa cama por volta das 11h, mas tem dormido muito melhor e nós também, é claro.

Percebo que dorme melhor quando tem um dia bem cansativo, com escaladas, tombos e muita diversão o quê ela não tinha na escolinha pois estava triste, estressada e não brincava.

Tento fazer uma análise, mas não sei o quê houve. Não sei porque não deu certo. Pode ter sido o idioma, ela estava começando a falar as primeiras palavrinhas (em português), pode ter sido o fato de ir apenas 3 vezes por semana, a falta de sono ou talvez aquele não fosse o lugar certo pra ela.

Me parecia um lugar bom com pessoas legais (apesar do diálogo citado com a diretora), mas ela não gostou. É como se eu tivesse escolhendo um marido pra ela. Bonito, inteligente, educado, culto... Mas ela não gostava dele.

Veja também:

Como fazer o bebê dormir
Supercansado



20100708

creche e o sono do bebê


Já faz 4 meses que a Sandra começou a frequentar a creche. Ela ainda chora toda vez que eu saio, mas tem vezes que chora para não ir embora. As vezes tem dias ruins, mas acho que isso acontece com todos nós.

Percebo que ela é muito tímida e as vezes me parte o coração vê-la olhando as outras crianças brincando, mas sem coragem de juntar-se a elas. Quando vamos aos grupos de brincadeiras é a mesma coisa, ela fica no meu colo a maior parte do tempo, mas só se solta quando está perto da hora de ir embora.

Fico imaginando quão tenso deve ser pra ela essa interação social e acredito que isso intensifique a ansiedade de separação.

Recentemente a Sandra foi diagnosticada com asma. Acho que tem alguma relação com o início da creche. Me sinto culpada.

Por isso continuamos a levando para a nossa cama quando ela acorda de madrugada. Foi o único jeito que encontramos de dormirmos um pouco melhor, e ela também.

Sei que precisaria lutar e deixá-la chorar um pouco para que se eduque a dormir a noite toda no berço dela, mas diante das circunstâncias não tenho coragem.

20100511

creche X babá

Quando precisamos deixar nosso bebê em cuidados de outra pessoa a primeira pergunta que nos ocorre é: Devemos deixá-lo na escolinha ou com uma babá?

Agora que estou trabalhando estou enfrentando os desafios de deixar minha pequena aos cuidados de outrém.

A babá certamente tem muitas vantagens. Entre elas a facilidade do "cuidador" vir até você em vez de você ir até o cuidador. Além disso:
- O bebê não vai se estressar no trânsito;
- O bebê rapidamente se apegará a nova pessoa pois estará tendo atenção exclusiva;
- Não há necessidade de mudar a rotina que já seguia;
- O bebê não precisa aprender a compartilhar brinquedos e atenção;
- O bebê pode sempre ser atendido prontamente já que não há outras crianças;
- A mãe saberá exatamente sobre a dieta da criança uma vez que foi programada/preparada por ela mesma.

No entanto há uma algumas desvantagens como a babá provavelmente trabalhará sozinha sem ser "vigiada" por outros funcionários.

A babá em geral não tem o treinamento pedagógico que as professoras da pré-escola tem;

E o mais aterrorizante de todos na minha opinião. A babá pode resolver mudar de emprego a qualquer momento afinal ela é apenas uma funcionária.

Aqui na Nova Zelândia há ainda um outro tipo de cuidado, são as creches domiciliares. São mães, com um treinamento básicos (fora o da própria experiência) que cuidam de até 4 crianças em sua própria casa.

A vantagem em relação a babá que conhecemos é que elas recebem visitas frequentes de uma educadora e visitas supresas de um "fiscal" já que para atuarem precisam fazer parte de uma associação.

Nos posts anteriores comento como as idas a creche tem afetado o sono da Sandra e como após dois meses ela ainda não está totalemente adaptada na creche me pergunto se escolhi o método certo pra ela.