20130615

E quanto ao sono do irmãozinho...

Todo mundo diz que o segundo filho é mais fácil, ficamos de fato mais confiantes, menos ansiosas, mas na minha opinião cada filho traz um novo desafio.

Nosso caçula está agora com dois meses e meio e 90% das tentativas de ensiná-lo a adormecer no berço foram frustradas. Para evitar choro, dessa vez,  decidi começar a colocá-lo para adormecer no berço desde a primeira semana de vida. Funcionou mais ou menos até a segunda semana e então lentamente foi ficando mais difícil até que com menos de um mês nosso pequeno Victor pegou seu primeiro resfriado e desandou de vez.

Já mais alerta e com o nariz entupido, não conseguia adormecer sozinho, somente no colo em posição vertical. Durante a noite acordava praticamente de hora em hora e durante o dia não conseguia dormir direito.

Para isso fiz um carregador de bebê tipo canguru e comecei a carregá-lo para ajudá-lo a dormir. Pelo menos assim ficava com os braços livres.

É minha desculpa por estar atrasada em responder os comentários do blog.
A vantagem é que estou lendo livros diferentes e participando de seminários novos sobre o sono do bebê e portanto logo o blog terá novos conteúdos.

20130531

O irmãozinho chegou



Por ser muito apegada comigo, fui advertida milhares de vezes de que a Sandra teria muito ciúmes do irmãozinho. Coletei dicas importantes que pus aqui no blog apesar de no
 fundo achar que esse temor era infundado. Já há algum tempo ela vinha pedindo um irmãozinho, a maioria dos coleguinhas da pré-escola tem irmãozinhos e ela estava muito interessada na gestação e vinha acompanhando o crescimento do bebê durante toda a gravidez.

Deixei que ela participasse ativamente do chá de bebê, da organização das roupinhas e acessórios. Confesso que precisei dividir alguns apetrechos com as bonecas dela. As bonecas estão em toda a parte, no carrinho, cadeirinha do carro, cadeirinha, moisés e trocador. Até roupas e fraldas de recém-nascido elas usam. As vezes quase estouro com ela pois isso significa mais bagunça, mais saídas para comprar fraldas e mais roupas pra lavar, mas no fundo a diversão a mantém ocupada, e, o mais importante, feliz.

Outra coisa que tivemos o prazer de contar com a participação dela foi para a escolha do nome do bebê. Depois de algumas sugestões meio malucas como Diquilindo, ela veio com Victor. Esse era o nome de um dos bisavôs e achamos que seria uma ótima oportunidade para prestar essa homenagem e ao mesmo tempo dar de presente à nossa menina grande a satisfação de escolher o nome do irmão.


Da lista que fiz para prepará-la para a chegada do irmãozinho, falhei logo no primeiro item. Quando ela chegou no hospital para conhecer o irmãozinho, eu estava adormecida na cama com o bebê adormecido em meus braços. Ela logo perguntou o porquê do bebê estar dormindo comigo e não no bercinho dele. Pedi então para o papai a colocá-la na cama com a gente e logo em seguida coloquei o bebê no colo dela. Foi amor a primeira vista, estava encantada desde o primeiro contato. Nessa hora tive certeza de que eu estava certa, não havia o que temer. Pelo menos não por hora.

Hoje, após dois meses, a Sandra teve uns poucos momentos de carência, mas
fico feliz em compartilhar que minha menininha, não ficou enciumada, tem sido uma ótima ajudante e tem curtido muito o novo irmão.

20130316

O sono quando chega o irmãozinho

É muito comum as crianças regredirem quando chega um novo membro da família na casa. Muitos voltam a fazer xixi na cama, se comportam como bebês e o pior acordam mais a noite!! Minimizar o ciúme e fortalecer o vínculo afetivo entre os irmãos é responsabilidade dos pais e é a melhor maneira de deixar a vida de todos mais tranquila nessa fase tão especial.

Li outro dia num site que o mais velho fica de luto quando o segundo chega. O luto da perda do seu velho mundo, de sua exclusividade. E para piorar os pais, em geral estão exaustos demais pra dar qualquer tipo de suporte.
Se pensar bem, deve ser muito difícil ganhar um irmão. De um dia pro outro o mundo que era só seu passa a ser metade seu. A mãe que era só sua, agora passa grande parte do tempo com aquele serzinho grudado no peito e pra ajudar todo mundo que te visita corre pra ver o bebê, despejando comentários sobre ele e ainda com presentes que o pequeno nem sabe que ganhou. Já o mais velho fica lá de fora só olhando.

Tudo se agrava ainda mais quando, por conta de toda a mudança, eles começam a ficar malcriados e os pais precisam dar broncas e punir o tempo todo.

Como nosso segundo está para chegar ando lendo sobre o assunto para ajudar minha pequena a se preparar para a chegada do irmão.
Achei no Aha parenting, -link abaixo - umas dicas que adaptei aqui e que pretendo usar.

10 dicas para preparar o filho para a chegada do irmão

1- Quando a criança chegar para conhecer o bebê ou quando o bebê é levado para casa não esteja com ele no colo é melhor que ele chegue no colo do papai. Dessa forma a mãe estará livre para encher o primogênito de beijinhos e abraços.

2- Fazer do irmão mais velho o ídolo do bebê - apresentando-o ao bebê enfatizando suas qualidades e ainda adicionando como você gostaria que o bebê fosse exatamente com o mais velho.

3- Ofereça ao mais velho para segurar o bebê, não importa a idade, ponha-o sentado, os pais podem ajudar segurando a cabecinha do pequeno. Dizem que a cabeça do bebê exala feromônios que nos leva a amá-los e desenvolver senso de proteção/

4- Reafirme sempre a cada criança o quanto ela é importante. Dizendo coisas que você gosta que ela faz, elogiando suas características. Enfatize o quanto cada pessoa, cada filho, pai, mãe, tem sua contribuição para que todos juntos componham a família.

5- Não fique dizendo que ele/ela já grande/mocinha. Não é hora de exigir maturidade, é muito comum que sofram regressões nessa fase. É também um péssimo momento para começar a ensiná-los a dormir sozinhos, a levá-los na creche/escolinha, mudar do berço para a cama, tirar a mamadeira ou chupeta ou as fraldas. Deixe-o ser tratado como bebê o tanto quanto queira.

6- Mantenha-o o mais próximo da rotina o possível, tentando respeitar os horários de comer, banho e dormir.

7- Não deixe que a vida da família fique toda em torno do bebê. Por ex. Em vez de dizer que irão sair assim que o bebê acordar, invente outra desculpa, como sairão assim que a máquina acabar de lavar ou o telefone tocar etc. Em vez de dizer assim que eu acabar de trocar a fralda eu vou te ajudar, diga que ira ajudá-lo assim que tiver as mão livres.

8- Leia livros e conte estórias sobre irmãos e sobre a chegada de bebês na família.

9- Tente dedicar tempo a cada filho. Crie o hábito de ler um livro para o mais velho toda vez que for amamentar o pequeno, permita que cada visita segure o bebê enquanto você da atenção ao mais velho e chame-o toda vez que for trocar uma fralda

10- Tenha uns presentinhos guardados para o mais velho para que ele também possa ganhar algo toda vez que o bebê ganhar.

Saiba que os limites serão testados, eles vão querer saber se ainda são amados e importantes para você. Espere que fiquem de luto e tente na medida do possível ser um pouco tolerante as malcriações afinal a maioria delas são consequências dessa mudança. As crianças pequenas não entendem os próprios sentimentos e as vezes nem sabem o por quê de estarem tão frustrados, bravos. Uma alternativa em vez das broncas é mostrar empatia aos sentimentos do pequeno dizendo que parece que ele está triste/ frustrado e dizer que você sempre estará lá para ele quando precisar de um abraço.


http://www.ahaparenting.com/Default.aspx?PageID=2385861&A=SearchResult&SearchID=6358632&ObjectID=2385861&ObjectType=1

20130305

Deixar chorar ou dividir a cama com o bebê?

Os pais de bebês que dormem bem provavelmente responderiam nenhuma coisa nem outra! Mas quem tem ou já teve um bebê que por meses acorda sete, oito vezes por noite sabe que a pergunta faz sentido. O meio termo simplesmente não existe pra esses bebês.

Aqueles que usaram algum método de deixar chorar defendem-no com fervor pois só assim a criança aprendeu a dormir e devolveu a sanidade aos pais. Acredita-se que muitos bebês não sabem adormecer por conta própria e que dessa maneira eles aprendem a adormecer sozinhos. É também importante para que façam uma associação de berço com dormir e não mamadeira/peito/colo com dormir.

O contrário também é verdadeiro, os pais que são contra os métodos de deixar chorar também defendem com afinco a importância de atender de imediato as necessidades dos bebês e de não deixa-los expostos a nenhum tipo de estresse precocemente. Alegam que as crianças dormem melhor no calor e aconchego do contato com os pais e se beneficiam dessa proximidade. Argumentam também que quando os bebês choram por tempo prolongado liberam o hormônio do estresse, o cortisol e que a quantidade desse hormônio em excesso no organismo é prejudicial ao desenvolvimento cerebral.

No entanto, é importante lembrar que a privação de sono, tanto para a mãe quanto para o bebê também geram estresse e por consequência também levam a liberação do cortisol. Dessa maneira, o cortisol em si não é razão para evitar o método de deixar chorar.

O fundamental é que encontremos equilíbrio e escolhamos o método que melhor funcione para nossa família. Particularmente, gosto dos dois métodos, o importante é que a mamãe e o bebê durmam.






20130123

Sono X felicidade

O casal feliz é abençoado com um bebê saudável e desde então não para de brigar. Quem já viu esse filme? Se não passou por isso com certeza conhece alguém, não é? Sabemos que a privação de sono engorda, há vários estudos falando da relação sono X obesidade. Mas infelizmente não para por aí, o sono afeta nossa satisfação com o mundo a nossa volta e consequentemente a felicidade.

É mais comum do que se pensa os casais entrarem em crise logo após a chegada do bebê.  Além da mudança radical no estilo de vida, o estresse emocional e as alterações hormonais, a falta de uma boa noite de sono não ajuda em nada. Na verdade essa última é a grande vilã.

Um estudo da universidade da Berkeley na Califórnia, mostra que a constante privação de sono é associado com a falta de gratidão e insatisfação nos relacionamentos.

Psicólogos dizem que expressar a gratidão e compartilhar são fundamentais para o bem estar do casal. Muitos estudos mostram que as pessoas que são gratas são mais felizes em seus relacionamentos e também mais saudáveis, no entanto as pessoas privadas de sono tem mais dificuldade de se sentirem felizes, de se sentirem satisfeitas.

Para o estudo foi pedido que as pessoas listassem 5 aspectos da vida a que eram gratas. Aqueles privados de sono eram menos gratos, menos satisfeitos comparados àqueles com sono em dia.

A pesquisa mostrou que os casais são muito afetados pela falta de sono, mostrando que a satisfação na vida conjugal é maior quando ambos estão com o sono em dia. A pesquisa dá especial ênfase ao fato de que a insatisfação afeta não só o cônjuge privado de sono, mas ambos.

Portanto mamães e papais de filhos pequenos. Pensemos muito antes de concluirmos que não estamos mais felizes em nossos casamentos. Pode parecer que não, mas essa fase passa e a insatisfação é, provavelmente, uma percepção distorcida da realidade. Quem sabe uma das dicas aqui do blog não ajuda a ter uma noite um pouco melhor.

Você tem um casal de amigos com bebê pequeno? Quem sabe esse texto não os interessa.

Pode interessar também
Como acalmar o bebê
Como ajudar o bebê a dormir a noite toda
Sinais de cansaço
A importância do papai

Pra quem quiser saber mais:
http://www.sciencedaily.com/releases/2013/01/130119185025.htm

O sono do bebê no facebook

Apesar de atrasada, criei uma página pra gente no facebook. Como dizem "antes tarde do que nunca".

Vou começar a publicar as postagens novas lá e também compartilhar alguns artigos interessantes, mesmo que eu não escreva a respeito aqui no blog. 

A principal razão de tê-la criado é que estou tenho respondido com certo atraso muitos dos comentários aqui no blog por falta de tempo. Me desculpem. Além disso, tenho percebido que muitas mães tem dicas ótimas para compartilhar, muitas vezes melhores que as minhas e dessa forma todo mundo pode escrever mais a vontade e se beneficiar das respostas mais rapidamente.

Quem tiver qualquer dúvida, comentário, dica ou apenas quiser participar, por favor dê um curtir na página.

Vou postar algumas perguntas lá também.

20121101

Quando meu bebê vai dormir a noite toda?

Assim que chegamos em casa com o bebê e começamos a sofrer com a total privação de sono nos perguntamos quando é que a criança começa a dormir a noite toda. Sabemos que há luz no fim do túnel, mas não sabemos quanto falta para chegar à luz do fim do túnel.

Um pesquisa feita na Nova Zelândia, na Universidade de Canterbury em Christchurch entrevistou 75 famílias durante o primeiro ano de vida do bebê e concluiu que até o quinto mês mais da metade deles já dorme a noite toda, das 22h00 as 6h00.

Segundo Dr Henderson "a partir dos cinco meses, e mais cedo, para algumas famílias, os pais podem realisticamente esperar desfrutar de um período ininterrupto e substancial de sono."

Os pesquisadores enfatizam que os três primeiros meses são muito importantes para se criar um bom padrão de sono e ter seus pequenos dormindo 8 horas seguidas. Frisam que os métodos não envolvem deixar o bebê chorar, nem deixá-lo sozinho. No entanto, o artigo não menciona técnicas para ajudar o bebê a criar um bom hábito de sono.

Na minha opinião criar uma rotina consistente e tranquila para o bebê ajuda bastante e especialmente observar os sinais de cansaço.

Dê uma olhadinha nos posts:

Sinais de cansaço

Sobrecarga

Chorar de sono

Rotina

Dormir a noite toda

Pra quem quiser saber mais da pesquisa da Dra Jacki Henderson,  “Sleeping Through the Night: The Consolidation of Self-Regulated Sleep Across the First Year of Life”  segue o link:
http://www.comsdev.canterbury.ac.nz/news/2010/101201a.shtml

20121031

Hora de descanso

Quem nunca passou pela frustração de tentar colocar uma criança cansada para dormir sem sucesso?
Pouquíssimas mães responderão poderão dizer "eu", e, dificilmente uma delas verão esse post porque provavelmente não visitarão o blog.

Sendo mãe de uma menina muito curiosa e esperta vivi isso centenas de vezes. Vi minha pequena ficar tropeçando de sono, como se estivesse bêbada, mas fugindo da cama porque não queria perder nenhum acontecimento.

É só receber visita em casa antes de colocá-la na cama (as 19h00) pra garantir a mudança de rotina. Difícil convencer a pequena a ficar na cama enquanto tem um monte de gente e comidinhas interessantes rindo na sala.

Quando era menor e ainda dormia após o almoço, era ainda pior, qualquer evento diferente já atrapalhava o soninho e a consequência era uma bebê cansada, chorona e birrenta.

Aprendi então que as vezes, mesmo que a criança não durma, um momento de descanso faz toda a diferença. Uma volta de carrinho, um colinho, um livro. Só o fato de parar, sentar e se concentrar em algo relaxante já faz toda diferença no humor do resto do dia.

Isso vale também para a mãe privada de sono, que muitas vezes não pode ou não consegue tirar um cochilinho a tarde. Deitar por uns minutos no sofá e fechar os olhos (mesmo sem adormecer) relaxa quase tanto quanto dormir. Experimente!! Eu fiz/faço e sinto diferença.

Quanto aos livros infantis, descobri um blog muito interessante. Chama-se "Cucadegentemiuda.com" Vale a visita pra quem quer dicas de bons livros para seus pequenos.


20120911

Viajando com bebê III


Entrar com criança pequena no avião é tenso, se eles já não entram chorando podem estar em vias de um escândalo. 
Escrevi no viajando com bebê I sobre o que fazer para o bebê não chorar no avião, ou pelo menos não chorar muito. Mas muitas vezes não há o que façamos que o berreiro acontece mesmo e nós pais, apertadinhos naquele vôo que parece não acabar nunca ficamos com a sensação de que "se correr o bicho pegas e ficar o bicho come." rs
Uma comunidade do facebook que eu sigo "Peaceful Parenting" divulgou a foto dessa "lembrancinha"que distribuiram no avião nos acentos próximos aos que estavam. Nada como senso de humor.
A mensagem diz o seguinte:
"Nós somos gêmeos em nossa primeira viagem de avião e nós temos apenas 14 semanas de vida. Nós iremos tentar ser o mais comportados possível, mas gostaríamos de nos desculpaar antecipadamente caso perdamos a calma, fiquemos assustados ou com dor de ouvido. Nossa mamãe e papai (nossa máquina portátil de leite e trocadores de fralda) possuem protetores de ouvido caso você precise. Nós estamos nos assentos 20 E e F caso queira buscar o seu par de protetores. Nós esperamos que você tenha um ótimo vôo."

20120606

Sobre deixar o bebê chorar II

Recentemente foi publicada uma matéria no site do bebê abril sobre conseqüências em deixar o bebê chorar. A manchete é "Colo faz bem e os bebês adoram". http://bebe.abril.com.br/canais/a-saude-do-meu-filho/colo-faz-bem-conversa-de-mae.shtml
A mesma matéria foi anteriormente publicada em um jornal de Harward http://www.news.harvard.edu/gazette/1998/04.09/ChildrenNeedTou.html e foi baseada em um dos estudos do dr. Michael Lamport Commons http://www.naturalchild.org/research/emotional_learning_infants.html que por sua vez fala do aprendizado emocional da criança de uma maneira bem abrangente. Comentando diversos aspectos do desenvolvimento cérebro.

No site bebê abril focaram em em deixar o bebê chorar e dar colo. Como várias das técnicas para ensinar o bebê a dormir que descrevo aqui no blog envolvem deixar o bebê chorar, decidi comentar o assunto.

No artigo original o autor comenta que diferentes estímulos desenvolvem áreas diferentes dos cérebros das crianças. É comparado a criação do crianças Guzii do Kenya e mães americanas. As mães americanas são famosas por não darem colo aos bebês, mesmo que estejam chorando enquanto as mães Guzii os carregam o tempo todo. As Guzzi usam slings e dão de mamá o tempo todo. O bebê tem acesso livre ao seio materno, amamentando até depois do segundo ano enquanto as americanas amamentam em horários predeterminados e raramente por mais do que 6 meses.

Comentam que as Guzzi compartilham a cama com os bebês dando de mamá durante a noite enquanto que as americanas colocam os bebês para dormirem no outro quarto. As americanas deixam as crianças com babás, creches e avós enquanto que as Guzzi passam todo o tempo junto com suas crianças. As americanas estimulam a linguagem e movimento de seus bebês conversando bastante com eles, olhando nos olhos. Já as Guzii acham que as crianças não conversam e evitam que fiquem super estimulados.

O resultado da pesquisa mostra que as crianças Guzii são mais calmas e obedientes aos adultos e demoram mais para desenvolver a fala enquanto que as americanas ficam superestimuladas mais facilmente e possuem maior nível de cortisol.

Cortisol é o hormônio do estresse. Nosso corpo produz toda vez que estamos estressados. Os bebês produzem quando choram por bastante tempo.
Segundo o dr. Michael Lamport Commons, as crianças que produzem muito cortizol na infância, poderiam ficar mais sucetíveis à produção de cortisol na fase adulta e portanto mais sucetíveis a sofrer "transtorno por estresse pós-traumático-TEPT". O TEPT, segundo a wikipedia é um "transtorno psicológico classificado dentro do grupo dos transtornos de ansiedade, que ocorrem como consequência da exposição a um evento traumático." wikipedia

Por outro lado as crianças criadas no modelo americano se comunicam melhor e tem mais disciplina.
Sei que após ler isso muitas mães já entram em pânico. Mas o importante é ter bom senso. Deixar o bebê chorando sem razão é bem diferente de deixar chorando por um período determinado para ensiná-lo a adormecer sozinho. Ensinar o bebê a dormir no berço não é necessariamente um evento traumático para o bebê, mesmo que chorem. A separação da mãe, na ida para a creche, por exemplo, é em geral é um evento mais estressante. Além disso nós brasileiras, damos muito colo às crianças, muito mais que a maioria dos ocidentais, principalmente do que as americanas. e o fato de que deixamos o bebê chorar para aprender a dormir não significa que o mesmo bebê não terá colo em outras ocasiões.

É importante lembrar também que a privação do sono também causa danos. Recentemente tem saído uma série pesquisas que associam falta de sono com obesidade tanto em adultos quanto em crianças. A obesidade por sua vez está associada a diversas outras enfermidades.

Quanto a dar colo...
Já tem pesquisas mais antigas que comprovaram que o bebê recém nascido se desenvolve melhor se tiver bastante colo materno, principalmente o contato pele com pele. Isso foi comprovado quando o pediatra colombiano Dr. Edgar Rey Sanabria em 1979 que na falta de unidades incubadoras para os prematuros colocou os bebês entre os seios maternos proporcionando o contato direto com mãe. O método foi continuada pelo Dr.Hector Martinez e apresentou resultados melhores do que os hospitais que tinha os equipamentos de última geração.
pele com pele