Li uma vez que pensar em uma situação gostosa era uma boa maneira de aliviar as dores do trabalho de parto. No meu ficava me imaginando dando de mamá para minha bebezinha. Mal sabia eu oquê a tão sonhada amamentação me reservava.
Tive tanta dificuldade que meu tempo livre ficou ainda mais reduzido. Tive ajuda dos biquinhos de silicone até a metade do segundo mês pois o estrago foi grande.
Apesar de tudo, com muita ajuda e persistência, consegui finalmente amamentar sem dor o que me proporcionou um dos momentos mais prazerosos dos primeiros meses e que continuei por 20 meses. E é por isso que estou escrevendo agora.
O objetivo aqui não é assustar ninguém até porque conheci várias mamães que não tiveram problema algum para estabelecer a amamentação já que conseguiram o correto "encaixe", ou a correta pegada do bebê logo no começo.
O que deixou tudo ainda mais complicado foi o fato de meus dois bebês nascerem com língua presa o que dificulta o encaixe. Depende de quão preso é o frenulum, aquela pelinha que temo embaixo da língua, as vezes o encaixe fica impossível então precisa ser cortado.
Vou compartilhar o que aprendi e quais acessórios eu já teria de antemão se pudesse voltar no tempo.
Acessórios:
1.Bombinha para extração de leite - pode usar a elétrica, mas é bom começar com a manual (a elétrica as vezes machuca)
2.Conchas protetoras
3.Biquinhos de silicone
4.Pomada de lanolina
5.Bolsa térmica pequena
6.Protetores de sutiã de algodão ou descartável
7.Sutiã bem grande, cobrindo todo o seio e sem ferrinho, apertado machuca os mamilos e trazem engurgitamento (empedra). É legal ter um que seja um número maior para quando o leite desce.
8.Várias regatas com corte em V para usar por baixo de outras blusas, melhor que blusa de amamentação.
O que aprendi:
Aproveitem o máximo da estadia na maternidade, muitas enfermeiras sabem como encaixar o bebê do jeito certo. Chame-as toda vez que for amamentar, se doer, pare e peça para que elas a ajudem a encaixar. A maioria tem o maior prazer de ajudar.
A amamentação não deve causar dor. No princípio pode doer nos primeiros 10 segundos, mas se continuar doendo após isso deve-se interroper a mamada colocando o mindinho na boquinha do nene e tentar encaixar de novo colocando o máximo possível da aoréola na boca do bebê.
Quanto a preparação que tanto falam, a melhor coisa é tomar sol. Os mamilos e aoréola já escurecem na gestação porque aumentam a quantidade de melanina, um preparo natural do organismo para a amamentação, o sol reforça isso. Esse negócio de preparar os mamilos antes machucando-os é muito controverso e pode ser bem perigoso no fim da gravidez.
Um jeito não agressivo que parece dar resultado é pegar um sutiã velho e cortar no lugar dos mamilos para deixá-los de fora raspando na blusa, é uma maneira suave de fortalecê-lo. As índias não tem problema de sensibilidade no mamilo porque anda com eles expostos.
Se um dos lados começar a rachar, comece a dar mais o outro peito e tire o leite do machucado com a bombinha até cicatrizar, se o dano não for grande em 24 horas já estará novinho em folha.
Quando o leite "desce", é fácil perceber, o peito fica enorme e duro, mais ou menos no segundo ou terceiro dia (por isso é bom já ter o sutiã de tamanho maior). Esvazie um pouco antes de dar para o bebê, assim evitará que ele fique sugando só na pontinha fazendo o estrago.
Se os mamilos começarem a ficar doloridos, use as conchas protetoras. São totalmente anti-estéticas e não devem ser usadas por muito tempo para não empedrar, mas ajudam os mamilos a se recuperarem pois ficam livres de contato.
Se empedrar é só tomar um banho morno e fazer uma massagem ou colocar uma bolsa de água quente um pouquinho antes da mamada ou então tire um pouco com a bombinha (não tire muito para não ficar com superprodução). Não pode deixar empedrado principalmente com mamilos rachados pois pode dar mastite.
Caso tenha algum caroço/nódulo que não saiu com a compressa de água quente nem com a bombinha, na próxima mamada massageie e vá empurrando aquele leite preso em direção a boquinha do bebê. As vezes pode ser um pouco dolorido, mas resolve. Massagem suave e com uma a parte de trás de uma escova elétrica enquanto o bebê mama também ajuda a esvaziar os nódulos e prevenir mastite.
Se tiver utilizando alguma pomada, coloque os protetores de sutiã ou ficará tudo manchado, sutiã, blusa, tudo (fiz um estrago, com a dor não pensava em mais nada).
Se estiver machucado por mais de dois dias, dê um descanso de um ou dois dias usando o biquinho de silicone (minha salvação) ou expresse e dê para o bebê na mamadeira.
Nas primeiras semanas sempre alterne as posições de aleitamento, isso evitará que os mamilos fiquem machucados, aliviará o lado que possa estar começando a machucar e ainda te fará descobrir qual é a melhor pra vc. O segredo é esperar o bebe abrir bem a boca e então colocar o peito de uma vez, o máximo que conseguir.
Uma outra coisa legal (as avós odeiam) é tirar a roupa do bebê na hora de mamar pois o contato pele com pele o estimula a mamar e ainda o impede de dormir no meio da mamada o que o faz escorregar para a pontinha e/ou passar muito mais tempo mamando.
Converse com todas as amigas que já tiveram filhos, sempre há algo novo a aprender.Uma amiga me disse que não gostava da Lansinoh porque manchava muito a roupa e era muito cara e me contou que usava o bepantol que tb tem lanolina pura, experimentei e achei ótimo.
Boa sorte e 'enjoy'
20130706
Contato pele com pele
Quando a Sandra nasceu na Nova Zelândia, os hospitais de lá estavam aderindo a uma certificação de "hospitais amigos das crianças", com muitos gestos humanizados, tal como colocar o bebê no peito nu da mãe logo após ao nascimento. Tive o privilégio de ter a Sandra nos meus braços dessa maneira em seu nascimento, mas lamentei imensamente não poder ter feito o mesmo com o Victor.
Há cada vez mais estudos falando da importância do contato pele com pele entre mãe e bebê. A maioria deles é focado no contato logo após ao nascimento e sua função regulando a temperatura e os batimentos cardíacos dos recém nascidos, mas há inúmeros benefícios.
Uma das vantagens do contato pele com pele é a liberação de ocitocina, conhecida como hormônio do amor, mas que também tem outras funções como promover o bem estar e facilitar o vínculo entre a mãe e bebê. A ocitocina age também na estimulação dos mamilos, facilitando a amamentação por isso é tão incentivada por consultoras de lactação.
Outros benefícios:
Efeitos calmante para ambos mãe e bebê - experimente tirar toda a roupinha do seu recém nascido e a sua blusa para então colocá-lo em seu peito quando ele estiver chorando.
Estimula a digestão - o bebê mama melhor e eventualmente faz cocô portanto se fizer o que mencionei acima, deixe o bebê de fralda.
Transmissão de bactérias benignas da pele da mãe para a pele do bebê prevenindo infecções.
Pra ler mais
mamar no peito - especialmente se seu bebê é prematuro
método kanguru
kanguroo mother
Há cada vez mais estudos falando da importância do contato pele com pele entre mãe e bebê. A maioria deles é focado no contato logo após ao nascimento e sua função regulando a temperatura e os batimentos cardíacos dos recém nascidos, mas há inúmeros benefícios.
Uma das vantagens do contato pele com pele é a liberação de ocitocina, conhecida como hormônio do amor, mas que também tem outras funções como promover o bem estar e facilitar o vínculo entre a mãe e bebê. A ocitocina age também na estimulação dos mamilos, facilitando a amamentação por isso é tão incentivada por consultoras de lactação.
Outros benefícios:
Efeitos calmante para ambos mãe e bebê - experimente tirar toda a roupinha do seu recém nascido e a sua blusa para então colocá-lo em seu peito quando ele estiver chorando.
Estimula a digestão - o bebê mama melhor e eventualmente faz cocô portanto se fizer o que mencionei acima, deixe o bebê de fralda.
Transmissão de bactérias benignas da pele da mãe para a pele do bebê prevenindo infecções.
Pra ler mais
mamar no peito - especialmente se seu bebê é prematuro
método kanguru
kanguroo mother
20130628
Sobrevivendo a privação de sono dos primeiros meses
Quando temos um recém nascido em casa ouvimos vários conselhos e um deles é "durma enquanto seu bebê dorme". No entanto pouquíssimas mamães conseguem fazer isso, principalmente as que moram longe da família como eu.
Além disso, sem ter o hábito de cochilar no meio tarde, parece impossível deitar e dormir. No entanto, nós mamães também ficamos com sobrecarga e se não descansamos nem um pouquinho durante o dia, muitas vezes acabamos não tendo um sono de qualidade durante a noite, nem mesmo quando temos a oportunidade.
Bem frequentemente, quando estou num ritmo acelerado, fazendo mil coisas, durante o dia todo, o bebê acorda para mamar e eu não consigo voltar a dormir. Eu que nunca tinha tido problemas de insônia, comecei a sofrer do mal no momento em que mais preciso dormir.
Seguem 7 dicas
que tem me ajudado muito a descansar mesmo estando super privada de sono.
Evite cafeína - Alimentos com alto teor de cafeína como chocolate, guaraná, coca-cola, chá verde e café são estimulantes. Melhor não tomar após um certo horário.
Tenha na mesa de cabeceira um bloco de papel e uma caneta - Serve para anotar as pendências, preocupações e idéias, dessa maneira a mente pode esquecer delas e relaxar.
Não leve o telefone, computador pra cama - Estudos mostram que a luz de equipamentos eletrônicos, mesmo da TV atrapalham o sono e além disso, ligações, mensagens, facebook podem te deixar ainda mais acordada.
Medite - Mesmo não usando técnicas de meditação avançadas, só fato de deitar a cabeça e fechar os olhos por alguns minutos já ajuda a acalmar.
Tire um cochilo - Quando precisar repor algumas horas de sono, tire um cochilo, mas evite que seja de mais de meia hora.
Faça exercícios - Uma simples caminhada de 15 min já ativa a circulação trazendo mais disposição.
Alimente-se bem - Comer alimentos gordurosos e não nutritivos nos deixam mais cansada.
Tentar ir deitar sempre no mesmo horário - Isso por causa do ritmo circadiano que é nosso relógio biológico que tem um ciclo de 24 horas e regula entre outras coisas o nosso sono.
http://www.health.harvard.edu/newsletters/Harvard_Health_Letter/2009/November/napping-may-not-be-such-a-no-no
Bem frequentemente, quando estou num ritmo acelerado, fazendo mil coisas, durante o dia todo, o bebê acorda para mamar e eu não consigo voltar a dormir. Eu que nunca tinha tido problemas de insônia, comecei a sofrer do mal no momento em que mais preciso dormir.
Seguem 7 dicas
que tem me ajudado muito a descansar mesmo estando super privada de sono.
Evite cafeína - Alimentos com alto teor de cafeína como chocolate, guaraná, coca-cola, chá verde e café são estimulantes. Melhor não tomar após um certo horário.
Tenha na mesa de cabeceira um bloco de papel e uma caneta - Serve para anotar as pendências, preocupações e idéias, dessa maneira a mente pode esquecer delas e relaxar.
Não leve o telefone, computador pra cama - Estudos mostram que a luz de equipamentos eletrônicos, mesmo da TV atrapalham o sono e além disso, ligações, mensagens, facebook podem te deixar ainda mais acordada.
Medite - Mesmo não usando técnicas de meditação avançadas, só fato de deitar a cabeça e fechar os olhos por alguns minutos já ajuda a acalmar.
Tire um cochilo - Quando precisar repor algumas horas de sono, tire um cochilo, mas evite que seja de mais de meia hora.
Faça exercícios - Uma simples caminhada de 15 min já ativa a circulação trazendo mais disposição.
Alimente-se bem - Comer alimentos gordurosos e não nutritivos nos deixam mais cansada.
Tentar ir deitar sempre no mesmo horário - Isso por causa do ritmo circadiano que é nosso relógio biológico que tem um ciclo de 24 horas e regula entre outras coisas o nosso sono.
http://www.health.harvard.edu/newsletters/Harvard_Health_Letter/2009/November/napping-may-not-be-such-a-no-no
20130615
E quanto ao sono do irmãozinho...
Todo mundo diz que o segundo filho é mais fácil, ficamos de fato mais confiantes, menos ansiosas, mas na minha opinião cada filho traz um novo desafio.
Nosso caçula está agora com dois meses e meio e 90% das tentativas de ensiná-lo a adormecer no berço foram frustradas. Para evitar choro, dessa vez, decidi começar a colocá-lo para adormecer no berço desde a primeira semana de vida. Funcionou mais ou menos até a segunda semana e então lentamente foi ficando mais difícil até que com menos de um mês nosso pequeno Victor pegou seu primeiro resfriado e desandou de vez.
Já mais alerta e com o nariz entupido, não conseguia adormecer sozinho, somente no colo em posição vertical. Durante a noite acordava praticamente de hora em hora e durante o dia não conseguia dormir direito.
Para isso fiz um carregador de bebê tipo canguru e comecei a carregá-lo para ajudá-lo a dormir. Pelo menos assim ficava com os braços livres.
É minha desculpa por estar atrasada em responder os comentários do blog.
A vantagem é que estou lendo livros diferentes e participando de seminários novos sobre o sono do bebê e portanto logo o blog terá novos conteúdos.
Nosso caçula está agora com dois meses e meio e 90% das tentativas de ensiná-lo a adormecer no berço foram frustradas. Para evitar choro, dessa vez, decidi começar a colocá-lo para adormecer no berço desde a primeira semana de vida. Funcionou mais ou menos até a segunda semana e então lentamente foi ficando mais difícil até que com menos de um mês nosso pequeno Victor pegou seu primeiro resfriado e desandou de vez.
Já mais alerta e com o nariz entupido, não conseguia adormecer sozinho, somente no colo em posição vertical. Durante a noite acordava praticamente de hora em hora e durante o dia não conseguia dormir direito.
Para isso fiz um carregador de bebê tipo canguru e comecei a carregá-lo para ajudá-lo a dormir. Pelo menos assim ficava com os braços livres.
É minha desculpa por estar atrasada em responder os comentários do blog.
A vantagem é que estou lendo livros diferentes e participando de seminários novos sobre o sono do bebê e portanto logo o blog terá novos conteúdos.
20130531
O irmãozinho chegou

Por ser muito apegada comigo, fui advertida milhares de vezes de que a Sandra teria muito ciúmes do irmãozinho. Coletei dicas importantes que pus aqui no blog apesar de no
fundo achar que esse temor era infundado. Já há algum tempo ela vinha pedindo um irmãozinho, a maioria dos coleguinhas da pré-escola tem irmãozinhos e ela estava muito interessada na gestação e vinha acompanhando o crescimento do bebê durante toda a gravidez.
Deixei que ela participasse ativamente do chá de bebê, da organização das roupinhas e acessórios. Confesso que precisei dividir alguns apetrechos com as bonecas dela. As bonecas estão em toda a parte, no carrinho, cadeirinha do carro, cadeirinha, moisés e trocador. Até roupas e fraldas de recém-nascido elas usam. As vezes quase estouro com ela pois isso significa mais bagunça, mais saídas para comprar fraldas e mais roupas pra lavar, mas no fundo a diversão a mantém ocupada, e, o mais importante, feliz.
Outra coisa que tivemos o prazer de contar com a participação dela foi para a escolha do nome do bebê. Depois de algumas sugestões meio malucas como Diquilindo, ela veio com Victor. Esse era o nome de um dos bisavôs e achamos que seria uma ótima oportunidade para prestar essa homenagem e ao mesmo tempo dar de presente à nossa menina grande a satisfação de escolher o nome do irmão.
Da lista que fiz para prepará-la para a chegada do irmãozinho, falhei logo no primeiro item. Quando ela chegou no hospital para conhecer o irmãozinho, eu estava adormecida na cama com o bebê adormecido em meus braços. Ela logo perguntou o porquê do bebê estar dormindo comigo e não no bercinho dele. Pedi então para o papai a colocá-la na cama com a gente e logo em seguida coloquei o bebê no colo dela. Foi amor a primeira vista, estava encantada desde o primeiro contato. Nessa hora tive certeza de que eu estava certa, não havia o que temer. Pelo menos não por hora.
Hoje, após dois meses, a Sandra teve uns poucos momentos de carência, mas
fico feliz em compartilhar que minha menininha, não ficou enciumada, tem sido uma ótima ajudante e tem curtido muito o novo irmão.
20130316
O sono quando chega o irmãozinho
É muito comum as crianças regredirem quando chega um novo membro da família na casa. Muitos voltam a fazer xixi na cama, se comportam como bebês e o pior acordam mais a noite!! Minimizar o ciúme e fortalecer o vínculo afetivo entre os irmãos é responsabilidade dos pais e é a melhor maneira de deixar a vida de todos mais tranquila nessa fase tão especial.
Li outro dia num site que o mais velho fica de luto quando o segundo chega. O luto da perda do seu velho mundo, de sua exclusividade. E para piorar os pais, em geral estão exaustos demais pra dar qualquer tipo de suporte.
Se pensar bem, deve ser muito difícil ganhar um irmão. De um dia pro outro o mundo que era só seu passa a ser metade seu. A mãe que era só sua, agora passa grande parte do tempo com aquele serzinho grudado no peito e pra ajudar todo mundo que te visita corre pra ver o bebê, despejando comentários sobre ele e ainda com presentes que o pequeno nem sabe que ganhou. Já o mais velho fica lá de fora só olhando.
Tudo se agrava ainda mais quando, por conta de toda a mudança, eles começam a ficar malcriados e os pais precisam dar broncas e punir o tempo todo.
Como nosso segundo está para chegar ando lendo sobre o assunto para ajudar minha pequena a se preparar para a chegada do irmão.
Achei no Aha parenting, -link abaixo - umas dicas que adaptei aqui e que pretendo usar.
10 dicas para preparar o filho para a chegada do irmão
1- Quando a criança chegar para conhecer o bebê ou quando o bebê é levado para casa não esteja com ele no colo é melhor que ele chegue no colo do papai. Dessa forma a mãe estará livre para encher o primogênito de beijinhos e abraços.
2- Fazer do irmão mais velho o ídolo do bebê - apresentando-o ao bebê enfatizando suas qualidades e ainda adicionando como você gostaria que o bebê fosse exatamente com o mais velho.
3- Ofereça ao mais velho para segurar o bebê, não importa a idade, ponha-o sentado, os pais podem ajudar segurando a cabecinha do pequeno. Dizem que a cabeça do bebê exala feromônios que nos leva a amá-los e desenvolver senso de proteção/
4- Reafirme sempre a cada criança o quanto ela é importante. Dizendo coisas que você gosta que ela faz, elogiando suas características. Enfatize o quanto cada pessoa, cada filho, pai, mãe, tem sua contribuição para que todos juntos componham a família.
5- Não fique dizendo que ele/ela já grande/mocinha. Não é hora de exigir maturidade, é muito comum que sofram regressões nessa fase. É também um péssimo momento para começar a ensiná-los a dormir sozinhos, a levá-los na creche/escolinha, mudar do berço para a cama, tirar a mamadeira ou chupeta ou as fraldas. Deixe-o ser tratado como bebê o tanto quanto queira.
6- Mantenha-o o mais próximo da rotina o possível, tentando respeitar os horários de comer, banho e dormir.
7- Não deixe que a vida da família fique toda em torno do bebê. Por ex. Em vez de dizer que irão sair assim que o bebê acordar, invente outra desculpa, como sairão assim que a máquina acabar de lavar ou o telefone tocar etc. Em vez de dizer assim que eu acabar de trocar a fralda eu vou te ajudar, diga que ira ajudá-lo assim que tiver as mão livres.
8- Leia livros e conte estórias sobre irmãos e sobre a chegada de bebês na família.
9- Tente dedicar tempo a cada filho. Crie o hábito de ler um livro para o mais velho toda vez que for amamentar o pequeno, permita que cada visita segure o bebê enquanto você da atenção ao mais velho e chame-o toda vez que for trocar uma fralda
10- Tenha uns presentinhos guardados para o mais velho para que ele também possa ganhar algo toda vez que o bebê ganhar.
Saiba que os limites serão testados, eles vão querer saber se ainda são amados e importantes para você. Espere que fiquem de luto e tente na medida do possível ser um pouco tolerante as malcriações afinal a maioria delas são consequências dessa mudança. As crianças pequenas não entendem os próprios sentimentos e as vezes nem sabem o por quê de estarem tão frustrados, bravos. Uma alternativa em vez das broncas é mostrar empatia aos sentimentos do pequeno dizendo que parece que ele está triste/ frustrado e dizer que você sempre estará lá para ele quando precisar de um abraço.
http://www.ahaparenting.com/Default.aspx?PageID=2385861&A=SearchResult&SearchID=6358632&ObjectID=2385861&ObjectType=1
Li outro dia num site que o mais velho fica de luto quando o segundo chega. O luto da perda do seu velho mundo, de sua exclusividade. E para piorar os pais, em geral estão exaustos demais pra dar qualquer tipo de suporte.
Se pensar bem, deve ser muito difícil ganhar um irmão. De um dia pro outro o mundo que era só seu passa a ser metade seu. A mãe que era só sua, agora passa grande parte do tempo com aquele serzinho grudado no peito e pra ajudar todo mundo que te visita corre pra ver o bebê, despejando comentários sobre ele e ainda com presentes que o pequeno nem sabe que ganhou. Já o mais velho fica lá de fora só olhando.
Tudo se agrava ainda mais quando, por conta de toda a mudança, eles começam a ficar malcriados e os pais precisam dar broncas e punir o tempo todo.
Como nosso segundo está para chegar ando lendo sobre o assunto para ajudar minha pequena a se preparar para a chegada do irmão.
Achei no Aha parenting, -link abaixo - umas dicas que adaptei aqui e que pretendo usar.
10 dicas para preparar o filho para a chegada do irmão
1- Quando a criança chegar para conhecer o bebê ou quando o bebê é levado para casa não esteja com ele no colo é melhor que ele chegue no colo do papai. Dessa forma a mãe estará livre para encher o primogênito de beijinhos e abraços.
2- Fazer do irmão mais velho o ídolo do bebê - apresentando-o ao bebê enfatizando suas qualidades e ainda adicionando como você gostaria que o bebê fosse exatamente com o mais velho.
3- Ofereça ao mais velho para segurar o bebê, não importa a idade, ponha-o sentado, os pais podem ajudar segurando a cabecinha do pequeno. Dizem que a cabeça do bebê exala feromônios que nos leva a amá-los e desenvolver senso de proteção/
4- Reafirme sempre a cada criança o quanto ela é importante. Dizendo coisas que você gosta que ela faz, elogiando suas características. Enfatize o quanto cada pessoa, cada filho, pai, mãe, tem sua contribuição para que todos juntos componham a família.
5- Não fique dizendo que ele/ela já grande/mocinha. Não é hora de exigir maturidade, é muito comum que sofram regressões nessa fase. É também um péssimo momento para começar a ensiná-los a dormir sozinhos, a levá-los na creche/escolinha, mudar do berço para a cama, tirar a mamadeira ou chupeta ou as fraldas. Deixe-o ser tratado como bebê o tanto quanto queira.
6- Mantenha-o o mais próximo da rotina o possível, tentando respeitar os horários de comer, banho e dormir.
7- Não deixe que a vida da família fique toda em torno do bebê. Por ex. Em vez de dizer que irão sair assim que o bebê acordar, invente outra desculpa, como sairão assim que a máquina acabar de lavar ou o telefone tocar etc. Em vez de dizer assim que eu acabar de trocar a fralda eu vou te ajudar, diga que ira ajudá-lo assim que tiver as mão livres.
8- Leia livros e conte estórias sobre irmãos e sobre a chegada de bebês na família.
9- Tente dedicar tempo a cada filho. Crie o hábito de ler um livro para o mais velho toda vez que for amamentar o pequeno, permita que cada visita segure o bebê enquanto você da atenção ao mais velho e chame-o toda vez que for trocar uma fralda
10- Tenha uns presentinhos guardados para o mais velho para que ele também possa ganhar algo toda vez que o bebê ganhar.
Saiba que os limites serão testados, eles vão querer saber se ainda são amados e importantes para você. Espere que fiquem de luto e tente na medida do possível ser um pouco tolerante as malcriações afinal a maioria delas são consequências dessa mudança. As crianças pequenas não entendem os próprios sentimentos e as vezes nem sabem o por quê de estarem tão frustrados, bravos. Uma alternativa em vez das broncas é mostrar empatia aos sentimentos do pequeno dizendo que parece que ele está triste/ frustrado e dizer que você sempre estará lá para ele quando precisar de um abraço.
http://www.ahaparenting.com/Default.aspx?PageID=2385861&A=SearchResult&SearchID=6358632&ObjectID=2385861&ObjectType=1
20130305
Deixar chorar ou dividir a cama com o bebê?
Os pais de bebês que dormem bem provavelmente responderiam nenhuma coisa nem outra! Mas quem tem ou já teve um bebê que por meses acorda sete, oito vezes por noite sabe que a pergunta faz sentido. O meio termo simplesmente não existe pra esses bebês.
Aqueles que usaram algum método de deixar chorar defendem-no com fervor pois só assim a criança aprendeu a dormir e devolveu a sanidade aos pais. Acredita-se que muitos bebês não sabem adormecer por conta própria e que dessa maneira eles aprendem a adormecer sozinhos. É também importante para que façam uma associação de berço com dormir e não mamadeira/peito/colo com dormir.
O contrário também é verdadeiro, os pais que são contra os métodos de deixar chorar também defendem com afinco a importância de atender de imediato as necessidades dos bebês e de não deixa-los expostos a nenhum tipo de estresse precocemente. Alegam que as crianças dormem melhor no calor e aconchego do contato com os pais e se beneficiam dessa proximidade. Argumentam também que quando os bebês choram por tempo prolongado liberam o hormônio do estresse, o cortisol e que a quantidade desse hormônio em excesso no organismo é prejudicial ao desenvolvimento cerebral.
No entanto, é importante lembrar que a privação de sono, tanto para a mãe quanto para o bebê também geram estresse e por consequência também levam a liberação do cortisol. Dessa maneira, o cortisol em si não é razão para evitar o método de deixar chorar.
O fundamental é que encontremos equilíbrio e escolhamos o método que melhor funcione para nossa família. Particularmente, gosto dos dois métodos, o importante é que a mamãe e o bebê durmam.
Aqueles que usaram algum método de deixar chorar defendem-no com fervor pois só assim a criança aprendeu a dormir e devolveu a sanidade aos pais. Acredita-se que muitos bebês não sabem adormecer por conta própria e que dessa maneira eles aprendem a adormecer sozinhos. É também importante para que façam uma associação de berço com dormir e não mamadeira/peito/colo com dormir.
O contrário também é verdadeiro, os pais que são contra os métodos de deixar chorar também defendem com afinco a importância de atender de imediato as necessidades dos bebês e de não deixa-los expostos a nenhum tipo de estresse precocemente. Alegam que as crianças dormem melhor no calor e aconchego do contato com os pais e se beneficiam dessa proximidade. Argumentam também que quando os bebês choram por tempo prolongado liberam o hormônio do estresse, o cortisol e que a quantidade desse hormônio em excesso no organismo é prejudicial ao desenvolvimento cerebral.
No entanto, é importante lembrar que a privação de sono, tanto para a mãe quanto para o bebê também geram estresse e por consequência também levam a liberação do cortisol. Dessa maneira, o cortisol em si não é razão para evitar o método de deixar chorar.
O fundamental é que encontremos equilíbrio e escolhamos o método que melhor funcione para nossa família. Particularmente, gosto dos dois métodos, o importante é que a mamãe e o bebê durmam.
Marcadores:
berço X cama,
deixar chorar,
dividindo a cama com o bebê,
dormir no berço,
importânica do sono do bebê
20130123
Sono X felicidade
O casal feliz é abençoado com um bebê saudável e desde então não para de brigar. Quem já viu esse filme? Se não passou por isso com certeza conhece alguém, não é? Sabemos que a privação de sono engorda, há vários estudos falando da relação sono X obesidade. Mas infelizmente não para por aí, o sono afeta nossa satisfação com o mundo a nossa volta e consequentemente a felicidade.
É mais comum do que se pensa os casais entrarem em crise logo após a chegada do bebê. Além da mudança radical no estilo de vida, o estresse emocional e as alterações hormonais, a falta de uma boa noite de sono não ajuda em nada. Na verdade essa última é a grande vilã.
Um estudo da universidade da Berkeley na Califórnia, mostra que a constante privação de sono é associado com a falta de gratidão e insatisfação nos relacionamentos.
Psicólogos dizem que expressar a gratidão e compartilhar são fundamentais para o bem estar do casal. Muitos estudos mostram que as pessoas que são gratas são mais felizes em seus relacionamentos e também mais saudáveis, no entanto as pessoas privadas de sono tem mais dificuldade de se sentirem felizes, de se sentirem satisfeitas.
Para o estudo foi pedido que as pessoas listassem 5 aspectos da vida a que eram gratas. Aqueles privados de sono eram menos gratos, menos satisfeitos comparados àqueles com sono em dia.
A pesquisa mostrou que os casais são muito afetados pela falta de sono, mostrando que a satisfação na vida conjugal é maior quando ambos estão com o sono em dia. A pesquisa dá especial ênfase ao fato de que a insatisfação afeta não só o cônjuge privado de sono, mas ambos.
Portanto mamães e papais de filhos pequenos. Pensemos muito antes de concluirmos que não estamos mais felizes em nossos casamentos. Pode parecer que não, mas essa fase passa e a insatisfação é, provavelmente, uma percepção distorcida da realidade. Quem sabe uma das dicas aqui do blog não ajuda a ter uma noite um pouco melhor.
Você tem um casal de amigos com bebê pequeno? Quem sabe esse texto não os interessa.
Pode interessar também
Como acalmar o bebê
Como ajudar o bebê a dormir a noite toda
Sinais de cansaço
A importância do papai
Pra quem quiser saber mais:
http://www.sciencedaily.com/releases/2013/01/130119185025.htm
É mais comum do que se pensa os casais entrarem em crise logo após a chegada do bebê. Além da mudança radical no estilo de vida, o estresse emocional e as alterações hormonais, a falta de uma boa noite de sono não ajuda em nada. Na verdade essa última é a grande vilã.
Psicólogos dizem que expressar a gratidão e compartilhar são fundamentais para o bem estar do casal. Muitos estudos mostram que as pessoas que são gratas são mais felizes em seus relacionamentos e também mais saudáveis, no entanto as pessoas privadas de sono tem mais dificuldade de se sentirem felizes, de se sentirem satisfeitas.
Para o estudo foi pedido que as pessoas listassem 5 aspectos da vida a que eram gratas. Aqueles privados de sono eram menos gratos, menos satisfeitos comparados àqueles com sono em dia.
A pesquisa mostrou que os casais são muito afetados pela falta de sono, mostrando que a satisfação na vida conjugal é maior quando ambos estão com o sono em dia. A pesquisa dá especial ênfase ao fato de que a insatisfação afeta não só o cônjuge privado de sono, mas ambos.
Portanto mamães e papais de filhos pequenos. Pensemos muito antes de concluirmos que não estamos mais felizes em nossos casamentos. Pode parecer que não, mas essa fase passa e a insatisfação é, provavelmente, uma percepção distorcida da realidade. Quem sabe uma das dicas aqui do blog não ajuda a ter uma noite um pouco melhor.
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O sono do bebê no facebook
Apesar de atrasada, criei uma página pra gente no facebook. Como dizem "antes tarde do que nunca".
Vou começar a publicar as postagens novas lá e também compartilhar alguns artigos interessantes, mesmo que eu não escreva a respeito aqui no blog.
A principal razão de tê-la criado é que estou tenho respondido com certo atraso muitos dos comentários aqui no blog por falta de tempo. Me desculpem. Além disso, tenho percebido que muitas mães tem dicas ótimas para compartilhar, muitas vezes melhores que as minhas e dessa forma todo mundo pode escrever mais a vontade e se beneficiar das respostas mais rapidamente.
Quem tiver qualquer dúvida, comentário, dica ou apenas quiser participar, por favor dê um curtir na página.
Vou postar algumas perguntas lá também.
Vou postar algumas perguntas lá também.
20121101
Quando meu bebê vai dormir a noite toda?
Assim que chegamos em casa com o bebê e começamos a sofrer com a total privação de sono nos perguntamos quando é que a criança começa a dormir a noite toda. Sabemos que há luz no fim do túnel, mas não sabemos quanto falta para chegar à luz do fim do túnel.
Um pesquisa feita na Nova Zelândia, na Universidade de Canterbury em Christchurch entrevistou 75 famílias durante o primeiro ano de vida do bebê e concluiu que até o quinto mês mais da metade deles já dorme a noite toda, das 22h00 as 6h00.
Segundo Dr Henderson "a partir dos cinco meses, e mais cedo, para algumas famílias, os pais podem realisticamente esperar desfrutar de um período ininterrupto e substancial de sono."
Os pesquisadores enfatizam que os três primeiros meses são muito importantes para se criar um bom padrão de sono e ter seus pequenos dormindo 8 horas seguidas. Frisam que os métodos não envolvem deixar o bebê chorar, nem deixá-lo sozinho. No entanto, o artigo não menciona técnicas para ajudar o bebê a criar um bom hábito de sono.
Na minha opinião criar uma rotina consistente e tranquila para o bebê ajuda bastante e especialmente observar os sinais de cansaço.
Dê uma olhadinha nos posts:
Sinais de cansaço
Sobrecarga
Chorar de sono
Rotina
Dormir a noite toda
Pra quem quiser saber mais da pesquisa da Dra Jacki Henderson, “Sleeping Through the Night: The Consolidation of Self-Regulated Sleep Across the First Year of Life” segue o link:
http://www.comsdev.canterbury.ac.nz/news/2010/101201a.shtml
Um pesquisa feita na Nova Zelândia, na Universidade de Canterbury em Christchurch entrevistou 75 famílias durante o primeiro ano de vida do bebê e concluiu que até o quinto mês mais da metade deles já dorme a noite toda, das 22h00 as 6h00.
Segundo Dr Henderson "a partir dos cinco meses, e mais cedo, para algumas famílias, os pais podem realisticamente esperar desfrutar de um período ininterrupto e substancial de sono."
Os pesquisadores enfatizam que os três primeiros meses são muito importantes para se criar um bom padrão de sono e ter seus pequenos dormindo 8 horas seguidas. Frisam que os métodos não envolvem deixar o bebê chorar, nem deixá-lo sozinho. No entanto, o artigo não menciona técnicas para ajudar o bebê a criar um bom hábito de sono.
Na minha opinião criar uma rotina consistente e tranquila para o bebê ajuda bastante e especialmente observar os sinais de cansaço.
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Sinais de cansaço
Sobrecarga
Chorar de sono
Rotina
Dormir a noite toda
Pra quem quiser saber mais da pesquisa da Dra Jacki Henderson, “Sleeping Through the Night: The Consolidation of Self-Regulated Sleep Across the First Year of Life” segue o link:
http://www.comsdev.canterbury.ac.nz/news/2010/101201a.shtml
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