20090808

Ferberização- parte II

Pelo menos tanto sofrimento surtiu algum efeito. Após colocá-la as 6h30, ela só dormiu por volta das 8h e acordou 9h30. Posso considerar um progresso uma vez que costumava acordar uns quinze minutos após adormecer no meu peito.

A peguei no colo, dei um carinho e a pus de volta no berço. Ela reclamou uns 2 min, mas dormiu em seguida. Acordou de novo por volta da meia noite, provavelmente com nosso barulho indo deitar. Demorou uma meia hora dessa vez, mas sem muito choro. A parte difícil foi entre 2h e 3h da madrugada que ela chorava então resolvi ficar com a mão na barriguinha dela. Ela finalmente adormeceu e acordou as 6h da manhã. Estava faminta então não tive tempo nem energia de preparar o café da manhã e dei o peito. Ela então dormiu mamando. A coloquei de volta e só acordou de novo as 8h da manhã.

Apesar de nossas olheiras ela estava bem mais animada nesta manhã, afinal fazia muito tempo que não dormia tanto. Acordou só três vezes.

Nas sonecas da tarde repeti o mesmo procedimento e também teve muito choro. A rotina do dia ficou meio atrapalhada pois ela chorando levou mais tempo para dormir, acordou, mais tarde e os horários das refeiçõs ficaram meio atrapalhados.

Hoje que colocou foi o papai. Como eu já estava bem abalada com tanto choro resolvi sair de casa. Então dei mamá e fui ao supermercado. Segundo meu marido, ela chorou apenas 10 min. Ele foi no quarto uma vez só e desta vez bastou passar a mão na barriga dela.

Agora são 11h da noite e ela acordou. Ele está lá no quarto. A madrugada é dele, mas vou dormir pois mesmo não me levantando sei que ficarei atenta.

20090806

Prevenindo

Hoje levei a Sandra no médico para um check up antes de deixá-la para dormir sozinha, ou seja, antes de deixá-la chorar.

Queria me certificar de que ela não estivesse com nenhuma dor. Fiquei satisfeita por ter esperado para tomar minha decisão. Descobri que ela tem os canais que ligam o nariz e os ouvidos obstruídos e por causa disso ela teve dor de ouvido depois de termos andado tantas vezes de avião. A pressurização e o catarro formaram uma dupla bem perigosa.

Segundo o médico este é um problema bastante comum e que muitas mães nem ficam sabendo.

Ele sugeriu elevar o berço para evitar que os fluidos pressionem os ouvidos e causem dor. Receitou também gotinhas para pingar no nariz quando for viajar de avião.

Só por precaução acho que vou dar pracetamol pra ela. Não gosto de dar remédios, mas gosto menos ainda da idéia de deixá-la chorar com dor.

20090805

Dividindo a cama com segurança



Já entrei nesse tema. Vou divulgar aqui o que descobri enquanto pensava seriamente em manter nossa filhinha dormindo conosco.

É questionável se dividir a cama aumenta ou diminui o risco de morte súbita. Há quem diga que reduz pois a mãe está mais próxima do bebê caso algo aconteça e há também o risco de que ambos os pais rolem sobre o bebê.

Cheguei a conclusão de que se o bebê for bem novinho, até dois meses, dividir a cama, desde que com segurança, pode ser bem vantajoso pois a mãe não precisa levantar despertando totalmente para as mamadas da madrugada. Dá pra dar o peito quase dormindo.

Como assim tão pequeno o bebê nem se dá conta de muita coisa mesmo mudá-lo para o berço depois não será nenhum problema.

Vantagens:
- Melhor amamentação e consequentemente menos problemas com o aleitamento no futuro.
- Melhor qualidade de sono para os pais e para o bebê
- Menos choro

Mas algumas dicas de segurança devem ser seguidas:
- O colchão tem que ser bem firme e o bebê deve ter sua própria coberta
- Não colocar edredons para o bebê, melhor optar por mais de um cobertor se necessário
- Nenhum dos pais pode beber alcool nem tomar drogas, é claro
- Nenhum dos pais deve ser fumante
- Nenhum dos pais pode ser muito obeso
- Não dividir a cama se um dos pais tem o sono muito pesado

Após noites muito mal dormidas temendo ou derrubar a nenê da cama ou tê-la esmagada pelo meu marido descobri que existem acessórios úteis como grade de proteção portátil e uma espécie de moisés que pode ser colocado entre os pais permitindo ao bebê um cantinho reservado e seguro. Veja nas fotos. Dá pra comprar pela Amazon, veja o link abaixo.


moisés
grade

Dividindo a cama com o bebê

Nosso "acampamento" foi montado no quarto da Sandra, nossa bebê, com o objetivo de colocá-la de volta no berço de uma forma mais gradual. No entanto o que tem acontecido de fato é que ela acaba acordando na nossa cama.

Isso porque, como citei em um post anterior, fico tão exausta que acabo desistindo e a deito ao meu lado na cama.

Tanto tempo se passou que finalmente tomei minha decisão. Vou deixá-la dormir sozinha no berço, ou seja, vou deixá-la chorar até dormir. Tomei essa decisão porque a qualidade do sono dela e do meu estão tão ruins que ambas andamos tão cansadas que já está comprometendo a qualidade do nosso tempo juntas e de seu desenvolvimento.

Mas até decidir me questionei do porquê não deixá-la de vez em nossa cama. Descobri que em várias sociedades dormir junto é a regra. Os Maoris e várias tribos indígenas sempre dividem a cama e amamentam conforme a demanda do bebê. Descobri que problemas com o suprimento de leite praticamente são inexistentes nessas sociedades.

Na nossa sociedade, dormir junto é quase um tabu e muitos casais que dividem a cama com o bebê nem sequer conseguem admitir publicamente. Eu mesma estou sendo tão massacrada pela família e amigos que chego a questionar minha decisão de deixá-la só temendo estar agindo sob pressão. Além disso tenho questões sem respostas.

Neste momento em que a ansiedade de separação tem nos consumido, não será esse o pior momento para deixá-la se acalmar e dormir sozinha?

Como me certificar de que ela não esteja com dor ou desconforto?

Como saber se ela não se sentirá abandonada?

20090804

A ditadura dos livros para pais

Fui numa palestra aqui: "Polically Incorrect Parenting Show" de Nigel Latta, um kiwi muito engraçado e que coloca várias problemáticas que vários pais vivem com muito humor.

Nigel é uma figura cômica e mostra imagens engraçadíssimas, só não curti mais porque o dito cujo fala muito depressa e eu, uma não "native speaker", perdi quase metade das piadas. :(

Fui no show no auge do meu sono, quer dizer, da falta dele, mas valeu para melhorar o humor e dar boas risadas de mim mesma.

Uma das piadas foi sobre a ditadura dos livros de autoajuda para pais, aqui conhecidos como "parental books". Ele chama de ciência dos parental books. Ditando a hora e por quanto tempo os bebês e crianças devem dormir, onde domir, como acordar, como comer, como se comportar etc. E no final das contas as informações que deveriam orientar e acalmar os pais acabam por deixá-los ansiosos e frustrados já que raríssimos bebês seguem a escala ideal de sono, desenvolvimento e comportamento.

Infelizmente não me lembro mais de muitas piadas por causa do gap do idioma e porque comecei a escrever esse post um tempo atrás, a Sandra acordou e só me lembrei de terminá-lo hoje pois li um conto engraçado num outro site.

Me dei conta de como é importante levarmos a vida com humor e sabermos rir de nós mesmos nos momentos mais difíceis e desafiadores como criar um primeiro filho que não aprecia dormir, longe da família e sem descanso. Visitem o site abaixo e leiam as histórias engraçadas desse pai que se diz atrapalhado.

Quarto elemento


Voltando ao show, o comentário que mais gostei foi que os "parental books" gastam tanto tempo explicando a importância do sono para o bebê, mas esquecem-se de mencionar a importância do sono do bebê para os pais. Pois a única vida que nos resta é quando nosso anjinho está dormindo. :)

Acompanhando as mudanças

Algo muito importante que me esqueci de mencionar (lebrado por minha amiga Angela num outro blog que participamos. muitosbebes.blogspot.com)é a mudança de fases.

O bebê vai mudando e novos problemas e novas soluções também vão surgindo.

Quase tudo que citei no tópico "como fazer o bebê dormir a noite toda" vale para bebês de mais ou menos 2 à 6 meses porque em teoria até os dois meses quase todos os bebês precisam da mamada da madrugada e após os 6 a maioria já está dormindo a noite toda por conta própria.

Citei também que o horário ideal para o nenem dormir é as 7h (sugerido por vários especialistas), mas após o problema que estou enfrentando andei pesquisando e descobri uma grande variação com casos de sucesso em horários bem diferentes.

Tenho um casal de amigos que coloca a nenem deles para dormir as 11h e ela dorme até as 11h do outro dia. Como ambos chegam do trabalho após as 7h essa rotina se encaixa muito bem na vida deles e ainda permite que ambos tenham pelo menos 4h de convivência diária com a filha. Tempo que raros pais que trabalham desfrutam.

Já uma outra amiga coloca o filho dela entre 5h30 e 6h30. Ele em geral dorme até as 6h do outro dia. Este bebê acorda cedo, mas dorme a noite toda e também vai pra cama cedo.

São diversas as bibliografias sobre a melhor maneira de criar um filho. Nós, pais de primeira viagem tentamos fazer o melhor possível e como não existe um manual de instruções vamos em busca de literatura profissional. Mas acho que todas esquecem de dizer algo importante.

O melhor método é aquele que funciona para você.

Portanto, seja lá qual for seu método. Se seu bebê está feliz e está se desenvolvendo adequadamente não mude.

20090721

Culpa da Culpa

Após refletir sobre como uma bebê que dorme a noite toda de repente começa a acordar a noite toda cheguei a conclusão que a culpa é toda minha.

Erro 1. Falta de consistência -Seguia a filosofia de treinamento para dormir da Plunket (farei um post sobre tipos de treinamentos) e após ler o livro da encantadora de bebês resolvi mudar de método.

Erro 2. CULPA - Já estava começando a ficar ruim quando viajamos por um mês para o Brasil para ficar cada duas semanas na casa de uma avó. A Sandra estranhou muito o novo ambiente, sofreu com o fuso, o barulho etc. Resumindo, não dormia. Eu muito culpada por tê-la colocado nessa situação fazia tudo que queria tentando facilitar as coisas pra ela.

As histórias de nenês com vontades mais esquisitas começam assim. A mãe com culpa.
Uma amiga me contou que a única coisa que o bebê dela comia de madrugada era mingau de farinha láctea com o leite dela. Imagine-se de madruga tirando leite e fazendo mingau. Essa mesma amiga não queria esta gravidez e depois que o nenê nasceu ela se arrependeu de um dia ter pensado que não queria.

Agora que ela sarou da dor de ouvido quero começar a colocá-la na rotina de novo, mas ainda não sei como. Ainda estou sofrendo de culpa e não sei se consigo deixá-la chorando.

PS> Plunket: http://www.plunket.org.nz/your-child

20090713

Objeto de Transição


O Objeto de Transição é aquele objeto adorado por crianças e bebês para o qual eles tranferem afeto e sensação de segurança na ausência da mãe. É o Sansão, coelhinho da mônica, o cobertor do Linus do Charlie Brown. Podem ser ursinhos de pelúcia, cobertores, chupetas, roupas, músicas etc. Não há regras desde que seja seguro e funcione.

Em alguns livros é chamado de objeto de conforto e em inglês usam o termo security blanket (cobertor de segurança). Muitos bebês elegem por si só seu objeto de estimação, mas a maioria é escolhido pela mãe. Se você tiver a opção de escolher pense na possibilidade de reposição, ou seja, compre logo 2 ou três cópias.

A função, como as próprias denominações já indicam é ajudar a criança se confortar e relaxar ao enfrentar uma situação nova como início da escola ou separação da mãe.  E eles podem ser muito úteis para ajudá-los a dormir sozinhos.

No livro De Lamare ele sujere que a introdução seja aos 4 meses, no livro "O que esperar do primeiro ano" a autora dá a dica de colocar leite materno para que o objeto tenha um cheiro familiar e "gostoso".

Uma amiga, no meio da noite, em uma das acordadas, colocou a fronha que ela estava dormiando no berço e a mesma está lá até hoje (há uns 3 meses). Uma outra amiga colocou o top to pijama que usava e na hora de dormir basta dá-lo na mão da pequena que ela já começa a fazer aquele movimento com a boca, como se estivesse mamando e já vai molinha para o berço.

Dicas: Ursinhos e bonecas, escolher modelos que não tenham nenhuma peça que possa se soltar e ser engolida pela criança como aqueles pequenos olhinhos de plástico.
Cobetores e fraldas, retirar qualquer tira/fios soltos pois podem se enrolar nos dedinho ou até mesmo no pescoço do bebê.
Chupetas, utilizar aquelas que seguem as normas de segurança, não é um item que se deva economizar.
Músicas, sem contra indicação (que eu saiba), a que funciona pra vocês. ;)

Para quem se interessa pelo assunto, o médico pediatra e psquiatra Donald Winnicott estudou essa relação mãe/bebê e bebê/objeto no momento em que ele percebe que sua mãe é uma pessoa diferente e separada dele mesmo a chamada ansiedade de separação.

20090709

Bola de neve

Fiquei refletindo em como cheguei a este ponto!
Imagine a cena:
Neste momento estou espremida na cama quer dizer num colchão no chão entre meu marido e minha filhinha. Patético!!! Ao lado do colchão o berço vazio. E na casa outros dois quartos vazios.

Vou explicar. O colchão no chão era para ficar ao lado do berço dela. Para fazer uma readaptação gradativa sem mudar tudo de repente já que ela já vinha dormindo comigo há quase um mês.

Meu marido não quis ficar à parte e também se mudou de quarto. No final ela nos venceu pelo cansaço e acabou vindo também. Como estava dodoizinha fui deixando, deixando e agora este é cenário.

O pior de tudo é que enquanto não venho me deitar ela fica acordando de 40 em 40 min. Só sossega quando estou ao lado dela. As vezes só dorme mesmo se estiver abraçadinha comigo.

Confesso que adoro estar assim pertinho dela, mas sei que esta situação não é sustentável e estou desesperadamente precisando de um tempinho pra mim.

Para uma bebê que dormia sozinha no berço e já ia das 9h as 7h desde os 2 meses. Que mudança! Tudo mudou tão rápido que nem percebi!

E agora ando tão cansada que nem consigo sair dessa situação em que me meti. É uma verdadeira bola de neve.

20090704

E agora?

Comecei o blog compartilhando tudo o que aprendi sobre o sono do bebê e contando como tinha obtido sucesso.

Irônico pois agora após passar um mês no Brasil visitando a família a Sandra só dorme no colo e o pior, só fica dormindo se estiver na nossa cama!!

Pelo que andei lendo todo mal hábito se agrava conforme o bebê vai ficando mais velho e desde que voltei estou tentando aos poucos colocá-la no berço de volta, mas ela está relutante.

Para agravar a situação ela chegou doente. Acho que pegou a tal gripe suina. Teve muita febre, dor de barriga e tosse. Já está bem melhor agora, mas continua com o nariz entupido. Fiquei com muita peninha de forçar a barra agora que ela está sensível precisando de mim.

Cheguei até a colocar um colchão ao lado do berço dela para facilitar o processo, mas é hilário o resultado. Estamos dormindo nenem, papai e mamãe no chão!!!!

E agora? Como saio dessa?